As “telas” e nossas crianças: vilões ou mocinhos?


Essa não é nossa sala… Foi nossa visita à Feira dos Quadrinhos no MIS em 2018.

Como gerenciar a quantidade de exposição das telas (TV, celulares, Vídeo-games, etc…) de nossos Filhxs (Filhas ou Filhos = Filhxs).

As telas estão por todas as partes no mundo de hoje. Cada adulto possui um celular próprio, quase toda casa brasileira possui uma televisor, os vídeos-games estão entre os pertences mais cobiçados entre as crianças e (PASMEM!!!) 1 em cada 3 usuários de internet no mundo de hoje é uma criança (Unicef).

Enfim não preciso dizer aqui que a dúvida de muitos pais é como gerenciar a quantidade de “tela” de seus filhos.

Vou lhe contar como estamos fazendo aqui em casa.

Segundo Academia Americana de Pediatria, Organização Mundial de Saúde (OMS), Sociedade Brasileira de Pediatria e outros órgãos relacionados à saúde tem um consenso:

– Crianças menores de 2 ano de idade está PROIBIDO o uso das telas;

– Pimpolhos entre 2 e 5 anos podem utilizar das telas no máximo 1 hora por dia e;

– Maiores de 5 no máximo 2 horas por dia.

Sabemos que nós adultos, utilizamos bem mais horas de telas por dia. Para vocês terem uma ideia O brasileiro médio fica 9 horas e 14 minutos conectado a internet, consecutivamente ligados as “telinhas”.

Aqui em casa chegamos a um consenso, meus filhos (um de 6 e outro de 10 anos) podem ficar 3 horas por dia na frente das telas, totalizando 21 horas semanais. Sei que é muito e fora da média de no máximo 2 horas por dia. Entretanto nossas dinâmicas tendem a criar situações que as crianças fiquem menos que isso diariamente.

Ouço muitos pais dizendo: “- Nossa como você consegue, meus filhxs não saem das telas por nada nesse mundo.”

Minha resposta é simples:

“- Eiii, quem é o adulto da relação? Seus filhxs ficam, por que você deixa!

Olha o tamanho da cadeira da sala de comando.

Além da regra das 3 horas temos alguns combinados por aqui.

  1. 3 horas por dia no máximo;
  2. Celulares, tabletes e afins NUNCA vão à mesa, nem para o banheiro (já perdemos um dentro da privada, esse foi mais um motivo para a criação da regra)
  3. TODAS as refeições são feitas à mesa e NUNCA vemos televisão nesses momentos;

Ps. As quartas-feiras, no almoço, podemos ver. (Negociação criada em nossa última reunião de combinados – Tive que ceder);

Simples!!!
Estabeleça regras!!!!!

Eles não irão cumpri-las em primeira instância, mas cabe a você a renegociar, lembrar e cobrar para que elas sejam cumpridas.

Não será fácil a “desintoxicação” das telas, médicos afirmam que dependendo do grau de dependência você terá que lidar com a REAL abstinência da dependência nos primeiros dias. Isso mesmo! As telas estão causando uma dependência similar as das drogas.

Vamos lá: Como desenvolvi um método para que eles mesmo controlassem as horas.

Sempre fui adepto da Liberdade com Responsabilidade por isso estabeleci uma regra das 21 horas semanais.

Os meninos possuem dois potes de vidro (importante ser de vidro para que eles possam visualizar a quantidade de horas gastas e restantes. Um pote inicialmente vazio e outro com 21 rolhas pintadas (pode ser qualquer coisa, as rolhas eu tinha aqui aos montes e achei que seria bacana utiliza-las)

Cada hora gasta com as “telas” os meninos tiram uma rolha do pote de horas e colocam no pote das horas gastas. Assim que acabarem as rolhas acabaram as horas semanais.

Isso faz com que eles tenham a liberdade de gerenciar suas horas, mas também os limitam os fazendo cumprir as regras ótimas de saúde.

Abaixo segue as fotos do nosso contador de horas em tela:

O pote da direita possuem as Rolhas pintadas de vermelho, onde cada hora representa uma rolha e o pote da esquerda é o contador.
Rolhas sendo pintadas para servir de contador de horas

Cada hora gasta pelos guris eu pego uma rolha e deposito na garrafa, quando acabam as rolhas, acabam as horas de telas. Simples.


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Liberdade com Responsabilidade!
Esse é o novo desafio.

Vamos ver até quando isso dura….rs

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Abraços a todos e beijos nas crianças.

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2 comentários sobre “As “telas” e nossas crianças: vilões ou mocinhos?”

  1. Ana Maria disse:

    Ótimo texto Alê! As negociações são orgânicas rs é sempre terão que existir e se ajustar de maneira criativa.
    O mais importante é de fato saber quem está no comando, se o adulto ou as crianças.

    1. Alexandre Colombo disse:

      Obrigado Ana.
      Sempre digo: Quem é o adulto da relação?
      Valeu.

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